quinta-feira, 23 de abril de 2009

de pesadelos e sonhos e outono



"Envolve a criança nas dobras do teu manto, sonho sublime."

"Enrosquei os sonhos nos galhos da árvore. As crianças brincando de ciranda."

"Os que estavam prontos a morrer jaziam no chão, apoiavam-se nos móveis, trincavam os dentes, tateavam a parede sem sair do lugar."

"Chegaram sonhos, chegaram subindo o rio contra a corrente, por uma escada sobem o muro do cais. Você fica parado, conversa com eles, eles sabem muitas coisas, só não sabem de onde vêm. É muito amena esta tarde de outono. eles se viram para o rio e erguem os braços. Por que levantai os braços em vez de nos abraçar?"

"Insone, quase completamente; perseguido pelos sonhos como se os tivessem gravado dentro de mim com arranhões numa matéria dura."

""Não, me larga, me larga!", saí gritando pelas ruas e ela continuava grudada em mim tentando agarrar meu peito pelos lados e por cima dos ombros com suas garras de sereia."
Sonhos, Franz Kafka

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